Confesso que este tema é complexo e tem abertura para muita discussão, ou como diz minha mãe, “ tem muito pano pra manga”.

Entretanto, o que vou abordar neste texto é como a inovação e o conservadorismo se misturam nos novos modelos de negócios.

Antes, contudo, vamos refletir:

  • Inovação e conservadorismo andam juntos, separados, misturados?
  • Como as empresas lidam com equipes inovadoras e conservadoras ao mesmo tempo?
  • Será mesmo que a inovação consegue ser conversadora?

Estes problemas mostram o que grande parte de empreendedores sentem na pele hoje. E, se você não é desses que anda às voltas com essas questões, possivelmente já se deparou com estes mesmos questionamentos em outro momento. 

Novos modelos de negócios surgem e desaparecem do radar sem sequer percebemos. 

Já há outros que surgem, criam produtos ou melhoram serviços existentes, enfrentando as forças conservadoras de frente, com peito aberto e com a cara no sol.

Um exemplo grandioso é o Nubank, que reinventou os serviços financeiros no Brasil, deu liberdade de crédito aos jovens de forma simples, rápida, sem burocracia e com atendimento sensacional. Isso é inovação. Enquanto isso, o Banco do Brasil e Bradesco estão perdendo foco e clientes por não desenvolver um serviço semelhante para atender esta demanda. Ou seja, conservadorismo.

Com, estes dois exemplos, de inovação e conservadorismo, quero mostrar algumas coisas. 

Primeiro, que o tipo de consumismo está mudando. Hoje em dia o pensamento é coletivo, não mais individual. É a substituição da competição pela colaboração. O legal agora é o compartilhar, isto sim é inovação. A economia deve funcionar a favor da sociedade e não ao contrário. 

Enquanto as empresas conversadoras e “cabeça fechada” não conseguirem entender ou demorarem assim como Banco do Brasil e Bradesco, por exemplo, elas vão simplesmente perder espaço. 

Mas o quanto inovar?

Dan Lyon é escritor e roteirista da série Silicon Valley. Em seu livro ele conta a experiência de trabalhar em uma startup:

“Eu vi gerentes mal treinados, supervisão casual e uma organização que estava fora do controle”.

Dan concluiu com o tempo que, na verdade, essas empresas fazem isso para criar um discurso inspiracional e explorar mão de obra barata. Será?

Embora crítico de alguns discursos inovadores, é preciso lembrar que o ar vai se tornando pesado com a propagação das mentalidades conservadoras e, portanto, precisamos respeitar as diferenças e iniciativas crescentes.

Nesse sentido, o trabalho em equipe é motivador e traz inúmeros resultados. Convido, portanto, os conversadores a sentarem com as pessoas de mente aberta para conhecerem processos inovadores a unirem forças para criarem um conceito único. 

Não se misturar, neste atual cenário, pode criar situações em que um paga pela obsolescência e a outro pelo modernismo exagerado.

Precisamos de pessoas inovadoras para criação de novos produtos e serviços. Assim como aqueles mais “conservadores” para fazer destes um produto sustentável. 

Neste tempo não podemos ser apenas 8 ou 80, terra ou fogo, devemos ser uma união.

“Algumas revoluções têm características, seu barulho é surdo, sua repercussão é difusa, mas suas consequências são profundas. — Edson Dacal”

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