Glitter, percussão, alegria e muita festa são ingredientes imprescindíveis para um bom carnaval. Porém, para que os blocos desfilem pela cidade e os foliões possam aproveitar os dias de festa é preciso planejamento e trabalho duro.

Grande parte dos blocos colocam suas baterias na rua sem nenhum tipo de incentivo financeiro governamental ou empresarial. E é aí que entra na avenida a solução criativa para fazer o carnaval acontecer: a economia colaborativa.

Aprenda agora um pouco sobre consumo colaborativo e descubra como pode aplicá-lo em seu negócio.

O que é a economia colaborativa?

A ideia por trás dessa lógica de mercado é bem simples: funciona via compartilhamento de produtos, serviços e bens diversos. Nem sempre a transação é feita apenas por compra e venda, mas por empréstimos, permutas e aluguéis.

Os exemplos mais clássicos de consumo colaborativo são Uber, Couchsurfing e Airbnb, que já consolidaram uma rede mundial de atuação.

Mas, e no carnaval, como isso tudo funciona?

Crowfunding

A ferramenta é muito útil para projetos que precisam captar recursos, mas não contam com uma fonte para isso. Dessa forma, recorrem a uma vaquinha online em que o dinheiro arrecadado vem de colaboradores que vão receber algum tipo de recompensa pelo valor doado.

Um dos maiores blocos de Belo Horizonte, o Então, Brilha!, apostou nesse tipo de financiamento para continuar alegrando a folia mineira com mais segurança e conforto.

Caso você tenha alguma ideia ainda no papel e não sabe como financiá-la, avalie se uma captação colaborativa é uma solução viável!

União de blocos em ações de arrecadação

Outra estratégia que vem sendo utilizada nos últimos anos é a realização de festas organizadas por dois ou mais bloquinhos. Os eventos ocorrem ao longo do ano e, com a venda de ingressos, o valor arrecadado vai para a manutenção dos blocos durante o carnaval.

O interessante dessa estratégia é que as festas se tornam mais convidativas, já que as atrações dos eventos são mais variadas. Além disso, todo o trabalho de planejamento e organização é dividido entre as equipes dos blocos envolvidos.

O exemplo vale para empresas que pretendem se unir esporadicamente para vender uma combinação de produtos ou serviços de forma mais atrativa para os clientes. A união de marcas pode ser uma boa solução para alcançar mais públicos.

Rede de apoio e troca

Ainda que as formas de arrecadação estejam se diversificando, uma realidade da grande maioria dos blocos é ainda a escassez de recursos. 

Por isso, o carnaval só acontece pela rede de contatos, amizades e solidariedade que se forma entre os organizadores da folia e os foliões. Empréstimos de carros de som e instrumentos de bateria são exemplos clássicos dessas ajudas.

É muito útil para empreendimentos que ainda estão começando ou que pretendem ampliar sua atuação pensar nessas formas de conseguir produtos e serviços sem precisar desembolsar nada. 

O que você pode oferecer para alguém que tem aquilo que você precisa? Faça as famosas “permutas” e aumente sua rede!

Quando a quarta-feira de cinzas chegar, além das histórias divertidas que ficam, o carnaval deixa o exemplo de que, com criatividade, originalidade e bons relacionamentos a festa sempre acontece.

E você, já tem experiência com economia colaborativa no seu negócio? Conte sua história!

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